sábado, 7 de novembro de 2009

Viajar pela leitura


Viajar pela leitura

Viajar pela leitura
sem rumo, sem intenção.
Só para viver a aventura
que é ter um livro nas mãos.
É uma pena que só saiba disso
quem gosta de ler.
Experimente!
Assim sem compromisso,
você vai me entender.
Mergulhe de cabeça
na imaginação!

Clarice Pacheco
Adoro ler ,principalmente livros que mexe com a emoção ,estava no ônibus lendo e eu estava praticamente dentro do livro e comecei a chorar , o livro me faz viajar por lugares e por sentimentos diferentes muitas vezes da vida real ,adoro o livro na mão a capa .o toque .A sensação de virar as paginas as figuras ou o próprio tipo de escrita eu amo.Eu tenho imensa vontade de escrever um livro ,a imaginação vem e vai numa incrível .as vezes estou cheia de ideia e as vezes some ,sou muito critica comigo mesmo .uma hora tomo coragem .

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

ingenuidade x inocência

Significado da palavra ingenuidade (in.ge.nu.i.da.de) :

s.f. Simplicidade, singeleza, candura, inocência com que uma pessoa manifesta naturalmente seus sentimentos: a ingenuidade de uma criança. / Excesso de credulidade: ser de grande ingenuidade.

Significado da palavra inocência (i.no.cên.cia) :

s.f. Estado daquele que não pratica o mal conscientemente: viver na inocência. / Ausência de culpabilidade: a inocência de um acusado. / Simplicidade; pureza: abusar da inocência de alguém. / Pessoas inocentes: proteger a inocência.

conformismo e aceitação

Não confunda conformismo com aceitação. Conformar-se, é ficar com as dores da perda, o que gera rancores e ressentimentos. Aceitação, é aceitar as coisas como são, aceitar as coisas que não podem ser modificadas. Aceitação, é um estado de serenidade com o todo.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Psicopedagogia

Vivenciar Psicopedagogia é um estado de ser e estar sempre em formação, projetação e em processo de criação.

O que é psicopedagogia? De leigos a estudantes de psicopedagogia, muitos ainda questionam sobre a função do psicopedagogo nos diversos âmbitos: educação, saúde, ação social, clínica e institucional.

Para entender o que é Psicopedagogia, acredito ser importante ir além da simples junção dos conhecimentos oriundos da Psicologia e da Pedagogia, que ocorre com bastante freqüência no senso comum, isto porque, em sua própria denominação Psicopedagogia aparece “suas partes constitutivas – psicologia + pedagogia – e que oferece uma definição reducionista a seu respeito”, como nos ensina Julia Eugenia Gonçalves .

Na realidade, a Psicopedagogia é um campo do conhecimento que se propõe a integrar, de modo coerente, conhecimentos e princípios de diferentes Ciências Humanas com a meta de adquirir uma ampla compreensão sobre os variados processos inerentes ao aprender humano. Enquanto área de conhecimento multidisciplinar, interessa a Psicopedagogia compreender como ocorre os processos de aprendizagem e entender as possíveis dificuldades situadas neste movimento. Para tal, faz uso da integração e síntese de vários campos do conhecimento, tais com a Psicologia, a Psicanálise, a Filosofia, a Psicologia Transpessoal, a Pedagogia, a Neurologia, entre outros.

Por que a Psicopedagogia não tem seu papel claro na formação do/a Psicopedagogo/a?

Vivenciar Psicopedagogia é um estado de ser e estar sempre em formação, projetação e em processo de criação. Criação de sentidos para nossa própria trajetória enquanto aprendentes e ensinantes, enquanto seres viventes na complexa gama de relações que estabelecemos com o nosso tempo e espaço humano. Todas as nossas ações e produções, por serem humanas, estão sempre em processo de permanente abertura, colocadas num prisma próprio para novas interpretações e busca de significados e sentidos, situadas num movimento incessante de desconstrução e de re-construção. Dizendo isso de uma outra forma, posso afirmar que, no nosso tempo de reconfiguração de paradigmas, os conceitos estão constantemente sendo revistos e ganhando novos significados; com a Psicopedagogia não podia ser diferente, visto que o pensar reflexivo sobre esta área do conhecimento se constitui uma das importantes tarefas a ser desempenhada por quem lhe tem como campo de ação, profissionalidade, dedicação e estudo. Mas será que realmente a Psicopedagogia não tem seu papel claro na formação do/a Psicopedagogo/a? Ou isto é um mito que precisa ser reconsiderado?

Qual o papel do psicopedagogo nas áreas possíveis de atuação?

Sabendo que, na verdade, a Psicopedagogia é um campo de atuação que, ao atuar de forma preventiva e terapêutica, posiciona-se para o compreender os processos do desenvolvimento e das aprendizagens humanas, recorrendo a várias áreas e estratégias pedagógicas objetivando se ocupar dos problemas que podem surgir nos processos de transmissão e apropriação dos conhecimentos (possíveis dificuldades e transtornos) , o papel essencial do psicopedagogo é o de ser mediador em todo esse movimento. Se for além da simples junção dos conhecimentos da Psicologia e da Pedagogia, o psicopedagogo pode atuar em diferentes campos de ação, situando-se tanto na Saúde como na Educação, já que seu fazer visa compreender as variadas dimensões da aprendizagem humana, que, afinal, ocorrem em todos os espaços e tempos sociais.

O modelo argentino da psicopedagogia no trabalho multidisciplinar em hospitais e escolas é institucionalizado. No Brasil apesar de se falar muito no trabalho multidisciplinar, pouco se vê desta atuação. Você acredita que somente com a regulamentação da profissão isto se tornará uma realidade?

Talvez o trabalho multidisciplinar institucionalizado ainda não seja prática comum nem mesmo em outros países, com raras exceções, evidentemente. O paradigma cartesiano-positivista ainda é o grande entrave a ser superado para que se possa pensar em um outro modo de fazer ciência e cuidar das pessoas. É necessário um processo longo, a ser vivenciado ainda por um bom tempo como desafio a ser superado. O modelo argentino de Psicopedagogia, com o trabalho multidisciplinar em hospitais e escolas também teve sua trajetória de luta, como em muitos momentos nos apontaram Jorge Visca e Alícia Fernandéz. Realmente em nosso país, esta atuação ainda é restrita de fato. E um ponto essencial para tal é a regulamentação da profissão: esta questão é primordial para o avançar da profissionalidade do psicopedagogo. A meu ver, é um processo muito rico a ser vivido por todos nós psicopedagogos.

Ao falarmos de transdisciplinaridade na Psicopedagogia, pressupomos que a prática e o olhar psicopedagógico objetivem: aceitar um novo paradigma; ter preparação teórica adequada; possuir conhecimento prático suficiente; estar capacitado pedagogicamente e psicopedagogicamente; ser aberto e criativo; conhecer as novas tecnologias; atualizar-se permanentemente; entender e aceitar a diversidade discente. Em sua experiência acadêmica, isto é ensinado nos cursos de psicopedagogia?

Se não é ensinado, pelo menos vivenciado enquanto perspectiva, caminho a ser trilhado não resta a menor dúvida. Compreendo que o psicopedagogo é um pesquisador permanente, um sujeito que, a cada movimento, ação e conduta enquanto profissional, busca alternativas para os dilemas, tensões, limites que lhe surgem, vislumbrando sempre novas possibilidades. E tudo é processo, movimento. Precisamos acreditar, cada vez mais, no ensinamento de nossa mestra Ivani Fazenda, que nos diz da importância da espera, da humildade, do conduzir-se com harmonia e perseverança em tudo o que se refere a mudanças de paradigmas. O cuidado maior, a meu ver, deve ser efetivamente, com a proliferação dos cursos de Psicopedagogia pelo Brasil sem as devidas orientações. A ABPp esforça-se, de modo contundente, em mostrar o quanto é necessário ter preparação teórica adequada e possuir conhecimento prático suficiente, além de sugerir caminhos para a organização curricular de cursos de especialização em Psicopedagogia. Na minha vivência, enquanto docente da área em diferentes cursos de formação em Psicopedagogia no país, observo o esforço imenso em fazer o melhor, pois afinal estar capacitado pedagogicamente e psicopedagogicamente, ser aberto e criativo, conhecer as novas tecnologias, atualizar-se permanentemente; entender e aceitar a diversidade discente são desafios imensos, para uma vida inteira. O essencial, acredito, é o desejar fazer o melhor possível e neste desejar, realizar.

Em julho próximo, no Fórum da ABPp – Associação Brasileira de Psicopedagogia, você estará lançando o primeiro livro da Coleção “Olhar Psicopedagógico”, da Editora WAK, do Rio de Janeiro, com o tema “Psicopedagogia: trabalhando competências, criando Habilidades”. Por quê a escolha deste tema?

A Coleção Olhar Psicopedagógico é uma aposta na continuidade da produção acadêmica e no surgimento e divulgação de novos autores em Psicopedagogia no Brasil. Em São Paulo, no ano passado, ao participar como conferencista convidado e docente de um curso sobre a construção do olhar do Psicopedagogo no II Congresso Latino Americano de Psicopedagogia promovido pela ABPP, numa conversa informal, Alícia Fernandez me falou sobre como o Brasil, por sua diversidade e criatividade, pode e tem contribuído para a avançar do campo psicopedagógico. A escolha do tema talvez esteja vinculada a isso: nos meus processos de autoria de pensamento, também posso contribuir para o debate, posso elaborar outras possibilidades, evidenciar outros aspectos à reflexão. Ter competências e habilidades em nossos fazeres cotidianos, tanto nos espaços clínicos e/ou institucionais é questão primordial para nossa própria vivência e sobrevivência enquanto formadores e profissionais em Psicopedagogia.

Qual a importância em se debater este tema e quais são as competências e habilidades do psicopedagogo?

A importância em se debater este tema reside, a meu ver, na busca mesma do reconhecimento e da importância da atuação do psicopedagogo em nosso tempo presente. O que está construído neste meu livro é um referencial, uma matriz de competências, vinculadas a habilidades básicas para o seu desenvolvimento. Aqui não me cabe, por questões de espaço e lugar, ampliar e desenvolver todas elas, mas a primeira destas competências está voltada para a necessidade do psicopedagogo estabelecer elos de conexão com as principais articulações e correntes teóricas contemporâneas, propondo-se a busca permanente da teoria na construção de suas práticas profissionais, principalmente no que concerne aos pressupostos da transdisciplinaridade e da complexidade. E a última está vinculada ao vivenciar, efetivamente, em sua vida pessoal cotidiana a máxima de ser um eterno aprendiz, exercendo nesta vivência senso crítico, humildade, serenidade, escuta, espera, olhar atento, intuição e novas formas de compreensão da complexidade inerente aos diferentes aspectos da realidade. Para cada competência – elas são sete, há uma proposta de três habilidades básicas, ou seja, no livro há uma matriz de competências com as habilidades básicas para cada uma delas. O continuar deste meu trabalho agora está na elaboração de estratégias facilitadoras deste movimento. Meu desejo é contribuir para o debate e abrir outras possibilidades de interlocução.

Estamos sabendo que outros livros virão, poderia nos adiantar quais serão os temas?

Como coordenador da coleção, discuto com o Pedro, nosso editor da WAK, sobre os temas que acreditamos ser de fundamental importância atualmente no campo da Psicopedagogia no Brasil. O próximo volume, que dependendo de todo um processo que estamos vivendo agora, poderá também ser lançado no Fórum da ABPp em julho e contém artigos de diferentes autores que atuam em distintos estados brasileiros. É um volume intituladoPsicopedagogia: espaço de ação, construção de saberes, onde teremos artigos de Ieda Boechat, José Artur Bastos, Julia Eugenia Gonçalves, Dulce Consuelo, Elizabeth Borges, Adriana Schimidt e um texto de minha autoria com temas vinculados ao aprofundamento psicopedagógico. O terceiro volume, sobre Psicopedagogia Institucional e ainda sem título definido também já está sendo organizado, com artigos de Maria Irene Maluf, Simaia Sampaio, Geni Lima, Maria Taís de Melo, Márcia Siqueira de Andrade, Julia Eugenia Gonçalves e um outro artigo meu onde relato sobre uma experiência de formação em Psicopedagogia Institucional vivenciada recentemente. O quarto volume, ainda sem autores efetivamente confirmados, ainda está em elaboração e em processo de seleção de artigos e tratará sobre o tema “dificuldades” em aprendizagem e as possibilidades de intervenção do psicopedagogo. É um trabalho muito gratificante e nossa contribuição pretende ser a melhor possível, afinal, é uma maneira de estarmos auxiliando no reconhecimento de nossa própria área de formação e atuação, que tanto nos estimula a irmos adiante em nossa trajetória enquanto aprendente e ensinantes.

Você participa de grupos de discussão através da Internet? Como tem sido sua experiência?

Este pergunta é muito interessante. Sempre brinco em minhas palestras, cursos, conferências e oficinas que eu divido a minha trajetória enquantoaprendenteensinante em dois momentos distintos: em a.C. e d.C. , ou seja, antes e depois do computador em minha vida, pois tal tecnologia me permitiu e ainda me permite ampliar perspectivas de aprendizagem e o que considero fascinante: as possibilidades de aproximação que temos com os que atuam e se interessam pelos temas que estudamos e dedicamos nossas pesquisas e leituras. Meu encontro com a Psicopedagogia se deu desta forma, através de um desses encontros: Julia Eugenia Gonçalves, atualmente presidente da Fundação Aprender, em Varginha, Minas Gerais, é moderadora de um grupo de discussão que eu participo faz anos e nossos intercâmbios sempre foram excelentes. Recentemente fui convidado pela Dr. Márcia Siqueira de Andrade, do Instituto de Psicopedagogia da UNISA, a participar de um outro grupo, o ILAPp, e novos intercâmbios estão sendo feitos, novas aproximações e contatos estão surgindo, inclusive com a possibilidade de termos, desta forma, novas idéias para outros volumes da Coleção Olhar Psicopedagógico e outros projetos em comum: é o que eu chamo sempre de aprendizagem colaborativa. Também modero duas listas de discussão no yahoogrupos, onde troco e-mails com alunos, colegas de trabalho, divulgo eventos em educação, temas interessantes em Psicopedagogia, bibliografias, lançamentos de livros, indicação de sites, fóruns, congressos, enfim, estimulo outras pessoas a participarem desta rede fundamental ao nosso ser e estar no mundo, ampliando sempre nossos movimentos e exercendo nossas competências e sensibilidades solidárias, como nos ensina Hugo Assmann e Jung Mo Sung. Isto sem falar no meu próprio site, www.profjoaoabeauclair.kit.net , onde divulgo minhas ações de consultoria e oficinas de formação em educação e psicopedagogia.

Faz-se Psicopedagogia nesta mídia interativa?

A Internet é efetivamente uma mídia interativa fabulosa e essencial ao nosso tempo presente. Talvez não possa afirmar definitivamente que se faz Psicopedagogia com esta mídia interativa de forma direta, mas que com certeza é ferramenta de importância ímpar para o seu desenvolvimento, isso é inegável. Mas, infelizmente, ainda há, por incrível que pareça resistência em relação ao seu uso com este objetivo. Mas, não tenhamos pressa, afinal, como nos ensina o poeta espanhol Antonio Machado, “caminhante, não há caminho, o caminho se faz ao caminhar.” Adelante!

Leia sinopse do livro "PSICOPEDAGOGIA - TRABALHANDO COMPETÊNCIAS, CRIANDO HABILIDADES" Autor:JOÃO BEAUCLAIR;

A BRINQUEDOTECA NA EDUCAÇÃO INFANTIL



A BRINQUEDOTECA NA EDUCAÇÃO INFANTIL

A brincadeira tem sido comumente apontada como espaço privilegiado do desenvolvimento da criança. Deste modo, considera-se que ela deve ocupar lugar de destaque na educação infantil. Porém, na realidade, o que muitas vezes acontece é que ela acaba cedendo espaço para outras atividades, julgadas pelo educador como sendo mais importantes do ponto de vista pedagógico.
[..]
Neste trabalho, foram analisadas situações de brincadeiras, com e sem a intervenção do educador, principalmente na pequena brinquedoteca existente no Centro de Educação Infantil XXXXXXXXXXX, no município de XXXXXXXXX.
Pôde-se perceber que as concepções do educador sobre a brincadeira e a importância dela no desenvolvimento da criança, bem como a forma como ele compreendia o seu papel na escola e a função desta na sociedade, refletia-se na sua prática: ele organizava o ambiente de um jeito ou de outro, disponibilizava ou não os objetos, dava oportunidade para as crianças elaborarem suas brincadeiras ou centralizava todas as atividades, planejava ou não propostas interessantes. Além disso, a sua prática parece refletir no desenvolvimento das crianças. Pretendeu-se, com esta pesquisa, contribuir para uma reflexão dos educadores que trabalham com crianças de 0 a 6 anos, sobre os diversos aspectos que tornam a brincadeira importante para desenvolvimento infantil, e possibilitar uma confrontação de suas práticas com as que foram aqui exploradas. Apesar do universo pesquisado ser bastante restrito, acredita-se que a análise realizada e as sugestões dela advindas tragam contribuições para outros universos da educação infantil.[...]
Brincando em grupo as crianças envolvem-se em uma situação imaginária onde cada um poderá exercer papeis diversos aos de sua realidade, além do que, estarão necessariamente submetidas a regras de comportamento e atitude.
Estudar o ambiente onde a criança interage, aprende, brinca, se socializa e cria vínculos com seu mundo exterior pareceu tarefa fundamental e insubstituível neste momento.

A HISTÓRIA DOS QUADRINHOS - NO BRASIL E NO MUNDO


A HISTÓRIA DOS QUADRINHOS - NO BRASIL E NO MUNDO

Super-Homem - DC Comics

O que são "Quadrinhos"?

Quadrinhos ou Histórias em Quadrinhos, as conhecidas HQs, são narrativas feitas com desenhos sequenciais, em geral no sentido horizontal, e normalmente acompanhados de textos curtos de diálogo e algumas descrições da situação, convencionalmente apresentados no interior de figuras chamadas "balões".

Difundidos em revistas e jornais, os quadrinhos se tornaram um dos mais importantes veículos de comunicação de massa e criaram linguagem própria, com uma série de signos inovadores, em grande parte incorporada posteriormente pelo cinema, pela televisão e pela publicidade.

As tirinhas de jornal e as revistas de HQs, tornaram-se inquestionavelmente o maior e mais influente campo iconográfico da História, com bilhões de ilustrações produzidas desde 1900 ou um pouco antes. Essa produção certamente representa a mitologia gráfica dominante no Século XX. Nem mesmo o cinema e a televisão podem vangloriar-se de ter conseguido atingir um terço da humanidade, como os quadrinhos o fizeram.

Um início despretensioso

No mesmo período histórico em que surgiu o cinema, o telégrafo e o raio x, surgiu nos Estados Unidos uma forma singular de comunicação que se tornaria um gênero característico do Século XX: as histórias em quadrinhos.

Nos anos de 1895-1900 surgiram nas tiras de jornais dominicais nos Estados Unidos, os primeiros personagens das HQs. Dentre os quais, o primeiro a fazer fama:
Yellow Kid, de Richard Outcault. Alguns anos depois, o êxito de Yellow Kid levou Rudolph Dirks a produzir Katzenjammer Kids, a primeira criação a desenvolver totalmente as características da moderna tirinha: usava balões, tinha elenco permanente e era dividida em quadros.

A novidade se espalhou pelo mundo. O Japão e a Europa se mostraram terrenos férteis para material de HQs e surgiram muitos cartunistas célebres no início do Século XX. A revolução estética ficou à cargo de
Little Nemo in the Slumberland, lançado em 1905 por Winsor McCay, que usava pela primeira vez a perspectiva em seus desenhos.

Mickey Mouse - Walt Disney

Um crescimento assombroso

Nessa época os quadrinhos começavam a se tornar um elemento indispensável nos jornais diários. Foi quando George Herriman lançou
Krazy Kat, a história de um mundo poético, ao mesmo tempo surreal e cômico, no qual, com extrema simplicidade gráfica, eram expostas as relações entre os membros de um pequeno elenco de personagens. Essa foi a primeira tirinha para o público adulto e inaugurou as histórias com animais, que culminaria com o aparecimento do famoso Gato Félix, de Pat Sullivan, e do Mickey Mouse, de Walt Disney. Em 1930, Hergé cria Tintin, cujo êxito se prolongou por décadas.

No ano seguinte surgiram
Betty Boop, de Max Fleischer e Tarzan, de Harold Foster. Buck Rogers ePopeye (criado por Elzie Crisler Segar) também estrearam em 1931.

A década de 30 trouxe ainda criações quase imortais para os quadrinhos, que introduziram a aventura como tema principal. Alex Raymond, criou
Flash Gordon, Jim das Selvas e o agente secreto X-9. Chester Gould criou Dick Tracy. Lee Falk concebeu o Fantasma e o Mandrake.

O sucesso das histórias de aventura gerou as revistas exclusivamente sobre quadrinhos. As pioneiras foram as japonesas (da década de 20). Em 1933 surgiu a primeira revista americana de quadrinhos, a
Funnies on Parade. Depois vieram a Famous Funnies, Tip Top Comics, King Comics, Action Comics(onde Jerry Siegel e Joe Shuster criaram o Super-Homem) e Detective Comics (onde Bob Kane, em 1939, criou o Batman).

Com a disputa da Segunda Guerra Mundial, muitos personagens, sobretudo os heróis, passaram a se envolver em tramas de guerra e violência. Surgiram então, outros personagens célebres, como
Capitão Marvel, Tocha Humana, Namor - O Príncipe Submarino, e toda uma legião de justiceiros devotados à causa da paz e da democracia.

Em meio a tantos, a Marvel Comics criou, sob a batuta de Stan Lee e Jack Kirby, o
Capitão América. O personagem, que tem o uniforme inspirado na bandeira americana e um escudo de um metal indestrutível, foi como uma personificação da luta dos povos livres contra o nazismo. O personagem tinha todas as características ideais de um americano, como senso de justiça e liberdade e força para lutar pela preservação destes ideais, contra os inimigos alemães.

Nessa época, foi lançada a revista
Mad (que satirizava as historietas clássicas) e também o personagem The Spirit, de Will Eisner. Para se ter uma idéia da importância do Spirit, hoje o maior prêmio do mundo das HQs leva o nome do seu criador (se chama Prêmio Will Eisner) e é conhecido como o Oscar dos Quadrinhos.

Surfista Prateado - Marvel Comics

A entressafra

Fora do controle dos jornais, editados em suas revistas próprias, os quadrinhos foram ficando mais violentos e psicóticos. Surgiam personagens e revistas especializados em terror e violência. Contra essa tendência, se organizaram pais e educadores do todo o mundo e até legisladores de países europeus e, principalmente dos Estados Unidos, levantaram a voz contra os quadrinhos. Eles achavam que as HQs influenciavam negativamente as crianças e queriam proibir suas publicações.

A situação foi ficando cada vez mais tensa e o governo americano chegou ao ponto de censurar vários quadrinhos de heróis. O principal defensor da idéia dizia que as HQs ajudavam negativamente na formação dos jovens americanos. Chegaram a insinuar que a amizade entre o
Batman e o Robinsugeria uma relação homossexual e que isso afetava as crianças.

A perseguição da justiça, aliada ao fim da Guerra, fez despencar as vendas de revistas de quadrinhos, pois os heróis já eram o carro-chefe da Nona Arte na época. A criação de códigos de ética e de postura por parte das editoras, para combater a censura, só foi dar resultados alguns anos mais tarde.

Enquanto o mercado de revistas e heróis desmoronava, as tirinhas de jornais voltaram aos dias de glória e surgiram personagens importantes, como
Asterix - o Gaulês, de Albert Uderzo e René Goscinny, Mortadelo e Salaminho e Os Smurfs, de Peyo. O personagem Pogo, de Walt Kelly, fez muito sucesso na época.

A recuperação

A década de 60 marcou a recuperação do mercado de heróis. Isso se deveu a vários motivos. O código de ética, que previa menos violência já estava em vigor a algum tempo, a perseguição da justiça americana já estava em baixa e as editoras lançaram heróis com características mais humanas e filosóficas, com dramas psicológicos e problemas cotidianos.

Surgiram nessa época personagens como o
Homem-Aranha, o Quarteto Fantástico, o Thor - o Deus do Trovão e o Surfista Prateado. Todos foram criados pela editora Marvel, concebidos pelas mentes dos mestres Stan Lee e Jack Kirby.

Com o mercado de heróis em alta novamente, os quadrinhos ganharam nova explosão de criação. As outras categorias vinham no embalo. Surgiram personagens femininas que inspiravam a moda das mulheres no mundo inteiro. Surgiram também personagens eróticas como
Vampirela, de Jean-Claude Forrest, Jodelle, de Guy Peelaert, Valentina, de Guido Crepax. No fim da década, surgiu o gênero underground, que abordava o submundo das drogas e do sexo livre, satirizando as situações. Em 1973, Hagar - o Horrível, é criado por Dirk Browne e vira sucesso instantâneo.

Garfield - Jim Davis

A situação atual

Nas últimas décadas do século XX, os heróis se firmaram e ganharam mais revistas. Os criadores de histórias (roteiristas e desenhistas) passaram a ser celebridades mundialmente famosas e seus nomes nos créditos das histórias passaram a contar tanto quanto o nome de um ator famoso em um filme.

Nomes como Frank Miller, Dan Jurgens, John Byrne, Grant Morrisson, Mark Waid, Kelley Jones, Jim Lee, Leph Loeb, Neil Gaiman, Alan Moore e outros se firmaram e despontaram dentre os demais.

Revistas alternativas, na linha sexo-terror, surgiram e fizeram sucesso com edições de alto nível gráfico, sempre destinadas ao público adulto. São dessa fase revistas como
Zulu, Hara-Kiri e a mais clássica de todas, Heavy Metal.

Os personagens continuaram a aparecer. Surgiram
Tank Girl, de Jamie Hurlott, Hellblazer, de Alan Moore e Sandman, de Neil Gaiman. É dessa época também a febre X-Men, os heróis mutantes, que se firmou como a maior vendedora de revistas da atualidade. Garfield, de Jim Davis e Calvin, de Bill Waterson se firmaram como os maiores personagens de tirinhas de jornais do fim do século XX.

No fim da década de 90 surge uma editora de peso, a Image Comics, fundada por ex-funcionários da Marvel e da DC Comics (as duas maiores produtoras de heróis), que achavam que não tinham o espaço necessário para criar seus personagens e tinham que seguir as ordens dos editores. Da Image saiu o maior sucesso editorial do fim do século:
Spawn, de Todd McFarlane, que se tornou tão popular quanto o Super-Homem e o Batman. O personagem faz enorme sucesso em sua revista e alavanca produtos secundários como bonecos, roupas, jogos e até filmes.

O século termina consagrando McFarlane como um dos grandes nomes das HQs, ao lado de gênios como Alan Moore (que criou a obra-prima dos quadrinhos, a mini-série
Watchmen), Frank Miller (autor das fantásticas Batman - Cavaleiro das Trevas e Demolidor - homem sem medo) e do desenhista Alex Ross (que ilustrou as históricas obras Marvels, Reino do Amanhã e Super-Homem - Paz na Terra), que deu uma realidade nunca antes vista nos desenhos das HQs. Ross foi o primeiro desenhista a ganhar tanta fama quanto os roteiristas de quadrinhos de heróis.

Turma da Mônica - Maurício de Sousa

Quadrinhos no Brasil

Muitos estudiosos querem o crédito pela invenção do gênero ao cartunista italiano Angelo Agostini, que, radicado no Brasil, escreveu, em 1869 (muito antes de
Yellow Kid), As Aventuras de Nhô Quim ou impressões de uma viagem à corte, uma autêntica história em quadrinhos. Quinze anos depois ele seria responsável pela criação dos primeiros quadrinhos brasileiros de longa duração, com asAventuras do Zé Caipora.

Em 1905 começaram a surgir outras histórias em quadrinhos nacionais com o lançamento da revista
O Tico-Tico. Surgiu o personagem Chiquinho, de Loureiro. Também graças à revista, surgiramLamparina, de J. Carlos, Zé Macaco e Faustina, de Alfredo Storni, Pára-Choque e Vira-Lata, de Max Yantok e Reco-Reco, Bolão e Azeitona, de Luis Sá.

Em meados de 1930, Adolfo Aizen lançou o
Suplemento Juvenil, com o qual introduziu no Brasil as histórias americanas. O sucesso o levou a editar mais duas revistas: Mirim e Lobinho. Em 1937, Roberto Marinho entrou no ramo com O Globo Juvenil e dois anos depois lançou o Gibi, nome que passaria a ser também sinônimo de revistas em quadrinhos.

Na década de 50, começaram a ser publicados no Brasil, pela Editora Abril, as histórias em quadrinhos da Disney. A revista
Sesinho, do SESI, permitiu o aparecimento de figurinhas carimbadas das HQs no país, como Ziraldo, Fortuna e Joselito Matos.

Para enfrentar a forte concorrência dos heróis americanos, foram transpostos para os quadrinhos nacionais aventuras de heróis de novelas juvenís radiofônicas, como
O Vingador, de P. Amaral e Fernando Silva e Jerônimo - o herói do Sertão, de Moisés Weltman e Edmundo Rodrigues. Personagens importados tiveram suas versões brasileiras, como o Fantasma.

A partir da década de 60, multiplicaram-se as publicações e os personagens brasileiros. Destaque para
Pererê, de Ziraldo (que mais tarde criaria O Menino Maluquinho), Gabola, de Peroti, Sacarrolha, de Primaggio e toda a série de personagens de Maurício de Sousa, dentre os quais, Mônica, Cascão eCebolinha.

Maurício de Sousa é o maior nome dos quadrinhos nacionais. Foi o único a viver exclusivamente dos lucros de suas publicações. A
Turma da Mônica é o maior sucesso do ramo no país, em todos os tempos. Virou uma linha de produtos que vão desde sandálias, a macarrões, passando por material escolar, roupas, etc. Também já foram produzidos desenhos animados longa-metragem com os personagens.

O jornal
Pasquim ficou famoso por suas tirinhas de quadrinhos, principalmente os de Jaguar. O cartunista Henfil também se destaca nessa época. Daniel Azulay também criou e manteve um herói brasileiro, o Capitão Cipó, que representou um dos melhores momentos dos quadrinhos nacionais.

A Editora Abril passa a publicar os heróis da Marvel e da DC Comics no Brasil, com as revistas
Capitão América e Heróis da TV. Posteriormente, com Batman, Super-Homem, Homem-Aranha eIncrível Hulk, dentre outros.

A partir da década de 80, os grandes jornais brasileiros passam a inserir trabalhos de autores nacionais em suas tirinhas, antes exclusivamente americanas. Dentre eles, destacam-se Miguel Paiva (
Radical Chic), Glauco (Geraldão), Laerte (Piratas do Tietê), Angeli (Chiclete com Banana), Fernando Gonsales (Níquel Náusea) e Luís Fernando Veríssimo (As Cobras). Também a edição brasileira da revista americana Mad passa a publicar trabalhos com autores brasileiros.

Nos anos 90 o mercado brasileiro cresce um pouco mais. Novas revistas em quadrinhos de heróis passam a ser editadas no país, sobretudo da recém criada Image Comics. A Editora Abril continua na frente das rivais e publica a
Spawn norte-americana.

O Brasil entra no Século XXI com o mercado de quadrinhos em expansão. A Editora Globo continua a publicar com grande sucesso os gibis da Turma da Mônica; a Editora Abril segue firme com os quadrinhos de heróis das americanas Marvel, DC e Image; a revista Heavy Metal americana lança sua edição brasileira, a Metal Pesado, e editoras menores publicam materiais de outras origens. Alguns cartunistas nacionais lançam a revista caricata Bundas.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Semana da pedagogia




Esta semana na faculdade é a semana da Pedagogia , exposição , oficinas e palestras
fui terça e quarta gostei muito .nosso trabalho ( Portfólio ) ficou muito lindo .

Como fazer Fantoche de Feltro ou EVA

Veja como fazer um fantoche de feltro ou eva. Este passo a passo encontrei no blog Contar e recontar. Confiram.

Material: 20cm de feltro ou EVA , 1 tesoura, 1 pistola de cola quente, retalhos de feltro ou EVA, e mais acessórios ( botões, fitas, cordões, olhos móveis,etc).

Como fazer Fantoche de Feltro ou EVA

Corpo base •Corte 2 vezes o molde acima em feltro (ou eva) para fazer o corpo base. •Passe cola quente ou costure nas laterais, como mostra no tracejado do desenho, deixando as extremidades livres para o acesso da mão e dos dedos.

Como fazer Fantoche de Feltro ou EVA

•Se quiser cole ou costure a roupa outros detalhes. •Se estiver fazendo um animal cole o rabo ou manchas.

Como fazer Fantoche de Feltro ou EVA

A cabeça •Corte 2 vezes o molde da cabeça em feltro (ou eva) na cor do seu fantoche. •Cole a parte de trás da cabeça na parte de trás do corpo base já pronto. •Passe cola quente, como mostra no tracejado do desenho, para colar a outra parte da cabeça.

Como fazer Fantoche de Feltro ou EVAComo fazer Fantoche de Feltro ou EVAComo fazer Fantoche de Feltro ou EVAComo fazer Fantoche de Feltro ou EVA